Falando grego

Faltavam uns vinte minutos para a apresentação da peça Hécuba (personagem da mitologia grega), no Teatro VIVO, em São Paulo (o único teatro totalmente acessível do país), com a grande atriz Walderez de Barros no papel principal. Eu estava no hall de entrada, ao lado da mesa de receptores de áudio para as pessoas com deficiência visual que iam chegando. A maioria do público passa batido; muitos olham, curiosos, e pouquíssimos perguntam para que servem. Desta vez, porém, o número de pessoas que olhava era maior. Algumas ainda paravam, hesitavam, mas entravam na sala de espetáculo sem dizer nada. Estranhei, mas logo entendi, quando um animado grupo de homens e mulheres de meia idade foi chegando e uma delas, surpresa ao olhar a mesa de equipamentos, disse: “Gente, genteee!!! Tem tradução simultânea, a peça é em grego, meu Deus!”

outrosolhares@terra.com.br

@outrosolharesAD

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