O teu olhar melhora o meu

“A gente se sente muito só”, ela disse, no último dia do evento “30 Anos do AIPD (Ano Internacional das Pessoas Deficientes)”, depois do encerramento. Eu havia feito a audiodescrição e só a encontrei no final. Ela é uma senhora bonita, educada e elegante, sempre conduzida carinhosamente pelo marido. O casal vai às óperas e peças de teatro com audiodescrição e as rápidas conversas com ela são sempre muito interessantes. Desta vez, eu estava comentando como os cadeirantes formam grupos animados no fundo do auditório ou em frente à mesa do café nos eventos sobre inclusão e acessibilidade, ouvimos de longe os cumprimentos e as gargalhadas. Ela, com toda a razão: “Quem é cego entra, senta, passa três dias participando de um evento assim sem saber que os conhecidos estão ali, ao lado”. Embora nem sempre seja possível, normalmente citamos, da cabine de audiodescrição, os nomes de todos os participantes com deficiência visual – claro que com a autorização deles. Pra ninguém se sentir tão só.

outrosolhares@terra.com.br

@outrosolharesAD

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